Londres tem aeroporto mais movimentado da Europa

Durante o ano, mais de 70 milhões de passageiros circulam pelo terminal

22 de setembro de 2015

O aeroporto de Heathrow, em Londres (Inglaterra), é um dos maiores do mundo e pode estar prestes a crescer ainda mais, com a atual discussão em torno da construção de uma terceira pista de pouso e uma expansão de seus terminais. Localizado na zona oeste da capital, a base ocupa uma área de mais de 12 quilômetros quadrados, pela qual circulam mais de 70 milhões de passageiros por ano.

O site inglês, BBC Future, conseguiu acesso exclusivo aos bastidores do aeroporto mais movimentado da Europa para descobrir o que é necessário para manter algo tão complexo funcionando da melhor maneira possível.

 

Precisão de segundos

Cerca de 1.350 aviões decolam ou pousam em Heathrow diariamente – uma aeronave a cada 45 segundos. Garantir a segurança e a eficiência dessa movimentação é trabalho para os controladores de tráfego aéreo. Jon Proudlove, gerente do serviço, conta que o planejamento de cada processo de pouso e decolagem começa seis meses antes. “Tudo o que fazemos tem que seguir aquele plano”, explica.

Segundo Proudlove, trata-se de uma mudança radical para o controle dos voos. Agora, em vez de os aviões terem de manter certa distância uns dos outros, eles terão que ser separados por tempo. Os engenheiros esperam que o novo sistema reduza atrasos e possibilite que um maior número de aviões decole ou pouse a qualquer momento.

As aeronaves modernas são capazes de enviar uma enorme quantidade de informações a partir do cockpit, espaço onde se aloja o piloto nos aviões, para os controladores em terra, incluindo sua velocidade e a velocidade local do vento.

 

Pontualidade e segurança

O aeroporto britânico ainda deve receber mais inovações tecnológicas. Ele já é o segundo do mundo a usar uma versão atualizada do sistema de pouso por instrumentos (ILS, na sigla em inglês), atrás apenas do aeroporto de Zurique, na Suíça.

O ILS emite uma onda de rádio à qual os aviões se “agarram” para poderem descer na pista. Com o novo sistema, essa onda pode ser estreitada, aumentando o número de aeronaves que podem pousar e decolar com segurança.

As operações do aeroporto são monitoradas na Airfield Operations Facility (AOF), uma sala de controles parecida com a torre de comandos de tráfego aéreo. Um das tarefas mais importantes ali é a detecção de destroços – algo fundamental, já que até mesmo uma pequena peça perdida pode ter efeitos devastadores em um avião.

Novas tecnologias agora permitem que o monitoramento das pistas seja mais apurado. Um radar específico instalado em uma torre “olha” para as aeronaves mas também para o que se passa em terra.

A cada 90 segundos, o radar faz uma varredura nas pistas em buscas de objetos que possam causar problemas caso sejam atingidos pelas rodas de um avião ou se forem aspirados por turbinas. Qualquer pecinha do tamanho de uma moeda é capaz de gerar um alerta. Câmeras são apontadas para o local e operadores avaliam os riscos.

No passado, tudo isso era feito por uma pessoa que percorria de carro o trajeto paralelo à pista, com binóculos, em busca desses objetos. Todo esse trabalho ocorre de maneira praticamente invisível para os milhões de passageiros que passam por Heathrow a cada ano.

 

Redação Embarque com informações da BBC Brasil

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