American e United passam a deter 8% da Azul após aporte de US$ 100 milhões cada
O novo acordo prevê a adoção de modelo semelhante com a American Airlines.
Por: Redação da Revista Embarque com informações do Portal G1 - 23 de fevereiro de 2026

Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/g1
A Azul Linhas Aéreas informou que American Airlines e United Airlines passarão a deter, cada uma, 8% das ações da companhia.O movimento ocorre após aportes individuais de US$ 100 milhões, anunciados em 19 de fevereiro, dentro do plano de reestruturação financeira. No caso da American Airlines, o acordo ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Estrutura societária
Com a nova composição acionária, American e United tornam-se acionistas de referência da Azul.Nenhuma das duas terá direito automático a indicar membros para o conselho de administração, conforme previsto no plano aprovado pela Justiça dos Estados Unidos.A United já mantinha parceria com a Azul há cerca de 12 anos e participou do conselho da companhia nesse período.
Parcerias comerciais
A Azul mantém acordo de compartilhamento de voos (codeshare) com a United.
O novo acordo prevê a adoção de modelo semelhante com a American Airlines, ampliando a cooperação comercial entre as empresas. O contrato com a American também deverá ser submetido à análise do Cade.
Saída do Chapter 11
A Azul anunciou a conclusão do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11, após nove meses. Segundo a companhia, o processo resultou na redução de aproximadamente US$ 1,1 bilhão em dívidas relacionadas a empréstimos e financiamentos. As obrigações com arrendamento de aeronaves foram reduzidas em cerca de 40%. A empresa informou ainda redução superior a 50% nos pagamentos anuais de juros.
Captação de recursos
Durante a reestruturação, a Azul captou aproximadamente US$ 1,375 bilhão por meio da emissão de Notas Seniores. Além disso, foram firmados compromissos de cerca de US$ 950 milhões em equity. A companhia informou que encerrou o processo com US$ 850 milhões em novos investimentos em ações.
Em maio de 2025, ao anunciar o início da recuperação judicial, a empresa estimava eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas e captar cerca de US$ 950 milhões.
Redação Revista Embarque
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