Crise nos Aeroportos: Agentes da TSA dormem em carros e enfrentam fome devido à paralisação nos EUA

Sem aprovação do orçamento para o Departamento de Segurança Interna, cerca de 50 mil agentes seguem atuando sem remuneração regular.

Por: Revista embarque com informações do portal USA today - 16 de março de 2026

Imagem: Freepik

A paralisação parcial do governo dos Estados Unidos (conhecida como government shutdown) está gerando consequências severas para a segurança aeroportuária e para a vida dos trabalhadores da TSA (Administration de Segurança de Transportes). Sem receber salários desde meados de fevereiro, muitos agentes relatam dificuldades extremas, como a falta de dinheiro para alimentação e moradia, enquanto as filas nos aeroportos tornam-se cada vez mais lentas durante o período de férias escolares (Spring Break).

Crise financeira e impacto no efetivo
A ausência de financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS) deixou cerca de 50 mil agentes da TSA trabalhando sem remuneração regular. O reflexo imediato é o aumento do absenteísmo e pedidos de demissão em massa.

“Vários funcionários me relataram que suas contas bancárias estão zeradas ou negativas. Sem dinheiro para creche, sem dinheiro para comida”, disse Johnny Jones, funcionário da TSA em Dallas e secretário do Conselho 100 da AFGE TSA, em entrevista ao USA TODAY.

Jones ainda revelou um cenário desolador nos bastidores: “Há pessoas que estão ficando no aeroporto, sem ir embora, dormindo em seus carros para economizar gasolina”.

Filas de até 3 horas e demissões
A falta de pessoal impacta diretamente o passageiro. De acordo com informações da CBS News, o número de agentes que faltam ao trabalho mais que dobrou. Em alguns terminais, a ausência chega a 50% da força de trabalho operacional.

Em nota oficial, a agência confirmou a gravidade da situação:
“Hoje, os viajantes enfrentam filas da TSA de até quase 3 horas em alguns dos principais aeroportos, causando perda de voos e atrasos enormes”, disse a TSA anteriormente em um comunicado ao USA TODAY.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em publicação nas redes sociais que pelo menos 300 agentes pediram demissão devido à crise financeira.

Redes de apoio e “vaquinhas” nos aeroportos
Para tentar amenizar o sofrimento dos funcionários federais, alguns terminais, como o Aeroporto Internacional de Denver (DEN), iniciaram campanhas de arrecadação de cartões-presente para supermercados e postos de gasolina.

“Queremos fazer o possível para aliviar o estresse deste momento. Estamos pedindo ao público que doe cartões-presente de US$ 10 ou US$ 20 para ajudar esses trabalhadores”, disse o CEO do DEN, Phil Washington, em um comunicado oficial.

Como ficam os serviços de triagem (PreCheck e Global Entry)?
Apesar da crise, o governo tenta manter os programas de triagem acelerada para evitar o colapso total da malha aérea:

TSA PreCheck: Continua operacional, permitindo filas exclusivas, embora pontos de controle possam ser fechados pontualmente por falta de pessoal.

Global Entry: As filas foram reabertas para amenizar os transtornos dos viajantes internacionais.

Monitoramento: O aplicativo móvel MyTSA e o rastreador de tempo de espera no site da agência estão fora do ar por falta de gerenciamento digital durante a paralisação.

A recomendação para os passageiros é consultar os sites oficiais de cada aeroporto ou suas redes sociais antes de sair de casa, já que as informações nacionais da TSA não estão sendo atualizadas ativamente.

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Redação Revista Embarque

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