Japan Airlines faz testes com robôs humanoides em atividades de solo

A iniciativa, desenvolvida em parceria com a GMO AI & Robotics

4 de maio de 2026

Robos em atifvidades em solo

Credito Imagem: Tadayouki Yoshikawa/ Aviation Wire

TÓQUIO – A Japan Airlines (JAL) iniciou, neste mês de maio, um projeto piloto de dois anos no Aeroporto de Haneda para integrar robôs humanoides em suas operações de solo. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a GMO AI & Robotics, foca inicialmente no carregamento e descarregamento de contêineres e Unidades de Carga (ULDs). O objetivo central é mitigar o desgaste físico dos trabalhadores e enfrentar o déficit de pessoal que atinge o transporte aéreo japonês.

A Automação como Aliada na Gestão de Riscos Ergonômicos
Diferente do transporte rodoviário ou urbano, onde a automação avança em sistemas de bilhetagem e monitoramento viário, o setor aeroportuário exige um esforço físico intenso nas operações de rampa. No Japão, o aumento do turismo receptivo e a redução da população em idade ativa pressionam os cerca de 4.000 funcionários de serviços de solo da companhia.

Em entrevista à BBC na última segunda-feira, Tomohiro Uchida, presidente da GMO AI & Robotics, destacou o paradoxo da infraestrutura moderna:

“Embora os aeroportos pareçam altamente automatizados e padronizados, suas operações internas ainda dependem muito do trabalho humano e enfrentam sérias escassez de mão de obra”.

Para os profissionais que atuam no transporte de cargas, a introdução dessas unidades visa assumir tarefas ergonomicamente perigosas. Em declaração à agência de notícias Kyodo, Yoshiteru Suzuki, presidente do Serviço Terrestre da JAL, afirmou que a utilização de robôs para tarefas fisicamente exigentes:

“proporcionará benefícios significativos aos funcionários”.

Perspectivas para o Setor e Segurança Jurídica
O plano da JAL prevê que, no futuro, os robôs também realizem a limpeza de cabines e operem equipamentos de apoio em solo (GSE). Sob a ótica do Direito do Trabalho, Suzuki fez questão de ressaltar que a tecnologia não substitui o julgamento humano em áreas críticas, observando que “algumas tarefas, incluindo a gestão de segurança, só podem ser executadas por seres humanos”.

Enquanto setores como o portuário já operam com pátios semiautomatizados e os agentes de trânsito utilizam IA para controle de fluxo, o setor aéreo busca agora transpor essa eficiência para a manipulação direta do ativo de carga.

 

Edição: Redação Revista Embarque
Com informações da BBC
Credito: Imagem: Tadayouki Yoshikawa/ Aviation Wire

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