Companhia aérea proíbe Robôs Humanoides em voos após ação viralizar nos EUA

O episódio central ocorreu quando o robô Stewie, que possui um metro de altura, ocupou uma poltrona paga em um voo que partiu de Las Vegas com destino a Dallas

21 de maio de 2026

Companhia aérea proíbe Robôs Humanoides em voos após ação viralizar nos EUA

Imagem: FTNEWS - Portal ftnnews.com

A companhia aérea norte-americana Southwest Airlines anunciou a proibição do embarque de robôs humanoides (máquinas construídas para imitar a aparência e os movimentos de um ser humano) e semelhantes a animais em todas as suas aeronaves. A decisão, tomada após um robô chamado Stewie realizar uma viagem comercial como passageiro sentado na cabine, veda o transporte desses dispositivos tanto junto aos viajantes quanto no compartimento de carga (bagagem despachada). O anúncio oficial da mudança nas regras de segurança ocorreu em Dallas, no estado do Texas (EUA), após o caso ganhar repercussão mundial nas redes sociais.

O episódio central ocorreu quando o robô Stewie, que possui um metro de altura, ocupou uma poltrona paga em um voo que partiu de Las Vegas com destino a Dallas. O dispositivo é de propriedade da empresa The Robot Studio, sediada no Texas e liderada por Aaron Mehdizadeh, responsável por alugar essas tecnologias para eventos públicos. De acordo com informações registradas no Instagram pelo jornalista alemão Paul Klinzing, especialista em inteligência artificial (tecnologia que permite a máquinas simularem a capacidade humana de pensar e aprender), a viagem tratou-se de uma ação publicitária para testar a reação operacional dos aeroportos diante da robótica avançada. Embora o público tenha reagido com curiosidade, a Southwest Airlines justificou o veto com base no risco de fuga térmica (processo químico no qual uma bateria sofre um superaquecimento interno incontrolável, podendo gerar fogo ou explosões) nas baterias de íon-lítio que alimentam as máquinas.

Em posicionamento oficial emitido pela Southwest Airlines, a empresa informou que a atualização das normas visa garantir a conformidade estrita com os protocolos de segurança global para o transporte de baterias de alta capacidade. A operadora aérea ressaltou que os robôs também geram impactos na rotina do voo por conta de seu peso, tamanho e potencial de movimentação involuntária dentro do avião. Esse cenário foi observado em um segundo caso recente citado em relatórios da mídia americana, envolvendo o robô Bebop em um voo entre Oakland e San Diego. Na ocasião, os comissários de bordo precisaram intervir porque a máquina estava sentada no corredor, obstruindo as rotas de evacuação (procedimentos de emergência para a saída rápida de pessoas da aeronave), o que atrasou a decolagem.

Por outro lado, em entrevista concedida à emissora CBS News Texas, o empresário Aaron Mehdizadeh contestou as alegações técnicas da companhia aérea. Ele argumentou que o sistema elétrico de Stewie foi adaptado para a viagem com uma bateria de tamanho equivalente à de um computador portátil comum, padrão este que já é amplamente permitido pelas autoridades internacionais em voos comerciais. Mehdizadeh defendeu que a presença do robô gerou um ambiente descontraído e de entretenimento para os clientes no terminal e pediu que a empresa aérea revise a proibição no futuro. Atualmente, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) mantém regras rígidas apenas para eletrônicos convencionais e dispositivos de mobilidade, como cadeiras de rodas elétricas, sem normas globais específicas para o transporte de robôs antropomórficos (com formatos humanos).

 

Edição: Revista Embarque

Com informações do portal: ftnnews.com

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Vídeo: FOX 4 Dallas-Fort Worth (youtube.com)

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