Comissária de Bordo sofre ferimento na cabeça após turbulência de Céu Claro em voo para Boston

Após mais de duas horas de viagem, aterrissou em segurança no Aeroporto Internacional Logan, em Boston, pouco antes das 19h.

26 de junho de 2026

Comissária de Bordo sofre ferimento na cabeça após turbulência de Céu Claro

Foto: Aeronave da Republic Airways

No último domingo (21), uma comissária de bordo ficou ferida após o voo 5603 da Republic Airways, operado a serviço da Delta Air Lines, enfrentar uma súbita “turbulência de céu claro” (fenômeno invisível aos radares meteorológicos). O incidente ocorreu durante o trajeto entre Madison, no estado de Wisconsin, e Boston, nos Estados Unidos, resultando no acionamento de equipes médicas de emergência após a aterrissagem da aeronave.

Segundo informações reportadas pelo Portal People, a aeronave envolvida na ocorrência é um jato regional modelo Embraer ERJ 175. O voo decolou do Aeroporto Regional de Dane County por volta das 15h30 (horário local) e, após mais de duas horas de viagem, aterrissou em segurança no Aeroporto Internacional Logan, em Boston, pouco antes das 19h.

 

Em entrevista ao portal Boston.com, um porta-voz da Republic Airways relatou que a comissária bateu a cabeça durante a movimentação brusca da aeronave. “Nossa comissária de bordo desembarcou acompanhada pelos paramédicos para ser avaliada”, declarou o representante. O atual estado de saúde da tripulante não foi divulgado. Não houve registro de outros feridos entre os passageiros, e o avião pousou sem maiores complicações.

Uma autoridade da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA — Federal Aviation Administration) confirmou ao Portal People que a agência reguladora irá investigar formalmente as circunstâncias do incidente.

O Que é a “Turbulência de Céu Claro”?
O porta-voz da companhia aérea atribuiu o solavanco repentino a uma turbulência de céu claro (do termo em inglês, clear-air turbulence ou CAT). Em linguagem técnica acessível, trata-se de um movimento severo das correntes de ar que ocorre em céus sem nuvens. Por não estar associada a formações de tempestades, essa instabilidade não é captada pelos radares meteorológicos de bordo, pegando a tripulação de surpresa.

Em declaração à rede CBS News, o presidente e CEO da Flight Safety Foundation, Hassan Shahidi, explicou que o fenômeno é “tipicamente muito violento” e ocorre, na maioria das vezes, em altitudes de cruzeiro, entre 23 mil e 39 mil pés.

Shahidi esclareceu o motivo de sua periculosidade: enquanto voos podem normalmente desviar de zonas de tempestade visíveis nos monitores, a turbulência de céu claro não oferece tempo hábil para que os pilotos mudem a rota ou preparem a cabine para o impacto. O fenômeno é frequentemente causado pelas correntes de jato (jet streams) — faixas de ventos em alta altitude que se movem em velocidades e temperaturas diferentes, cujo atrito invisível gera forte instabilidade.

Especialistas em segurança da aviação reiteram a regra de ouro para passageiros e tripulantes: a melhor forma de prevenção contra lesões decorrentes de eventos imprevisíveis como este é manter o cinto de segurança afivelado durante todo o voo, independentemente do aviso luminoso estar ou não aceso.

Ficha Técnica

Edição: Redação Revista Embarque

Fonte: Portal People (com dados complementares de Boston.com e CBS News)

Foto: Aeronave da Republic Airways/Produzida por IA

 

 

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Redação Revista Embarque

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