“62 vidas não podem ser esquecidas”, afirma ABRAPAVAA sobre VoePass
A entidade defende que todas as responsabilidades administrativas, civis e penais sejam rigorosamente apuradas.
Por: Redação da Revista Embarque - 24 de julho de 2026

Acidente em Vinhedo é o maior desastre aéreo brasileiro desde 2007 (Foto: Reprodução/FAB)
A Associação Brasileira dos Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos (ABRAPAVAA) divulgou uma nota pública após a divulgação do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) sobre o acidente com o voo VoePass 2283. O acidente, ocorrido em agosto de 2024 na cidade de Vinhedo (SP), deixou 62 mortos, sendo 58 passageiros e quatro tripulantes.
Segundo a entidade, embora o documento não atribua responsabilidades civis ou criminais, o conjunto de fatores contribuintes apontados pela investigação demonstra que a tragédia poderia ter sido evitada caso as falhas identificadas tivessem sido prevenidas ou corrigidas a tempo.
A associação destaca que o relatório identifica 19 fatores contribuintes, envolvendo aspectos sistêmicos, organizacionais, operacionais e de fiscalização. Para a ABRAPAVAA, cada um desses fatores representa vidas interrompidas e famílias que convivem diariamente com a perda de seus entes queridos.
Em sua manifestação, a entidade reforça que as 62 vítimas embarcaram confiando na segurança do sistema de aviação civil brasileiro e ressalta que transportar passageiros significa assumir o compromisso de levá-los em segurança ao destino.
A ABRAPAVAA também defende que todas as responsabilidades administrativas, civis e, quando cabível, penais sejam rigorosamente apuradas pelas autoridades competentes. A associação afirma que devem ser responsabilizados, após o devido processo legal, todos aqueles que tenham contribuído, por ação, omissão, negligência ou descumprimento de seus deveres, para que riscos conhecidos permanecessem até culminarem no acidente.
Ainda de acordo com a entidade, a responsabilização deve alcançar todos os envolvidos, independentemente da posição ocupada, seja na empresa aérea, em seus níveis de gestão, ou nos órgãos responsáveis pela fiscalização e supervisão da aviação civil.
A associação ressalta que os familiares não buscam vingança, mas sim verdade, justiça e mudanças concretas que fortaleçam a segurança operacional, evitando que novas tragédias ocorram.
Ao final da nota, a ABRAPAVAA reafirma seu compromisso de continuar cobrando transparência, mudanças estruturais e a responsabilização de todos aqueles que, conforme previsto em lei e após a devida apuração, tenham contribuído para a ocorrência do acidente. A entidade também manifestou solidariedade e apoio permanente aos familiares das 62 vítimas do voo VoePass 2283.
Redação Revista Embarque
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