Relatório da Cenipa sobre VoePass: FENTAC divulga posicionamento
O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando o voo 2283, que partiu de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP), caiu em Vinhedo (SP), causando a morte das 62
Por: Redação da Revista Embarque - 29 de julho de 2026

Foto: Reprodução/FAB
O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando o voo 2283, que partiu de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP), caiu em Vinhedo (SP), causando a morte das 62 pessoas a bordo.
A FENTAC também manifesta solidariedade aos familiares das 62 vítimas, aos amigos e a todos os trabalhadores da aviação impactados pela tragédia.
Entre os principais pontos destacados pela Federação estão a importância das condições de trabalho, da jornada adequada, do descanso, do treinamento e da cultura de segurança para reduzir riscos operacionais.
A entidade reforça que fatores como fadiga, pressão operacional e falta de recursos não podem ser tratados apenas como falhas individuais. A FENTAC também cobra o fortalecimento da fiscalização por parte da ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil) e do Ministério de Portos e Aeroportos, além da implementação imediata das recomendações de segurança emitidas pelo CENIPA, com prazos e monitoramento público.
A entidade defende, ainda, a modernização do RBAC 117 sobre jornada e descanso, considerando os achados científicos mais recentes sobre fadiga, bem como a criação de um Fórum Permanente de Segurança com participação de entidades de trabalhadores, regulador e empresas para debater os relatórios e evitar novos acidentes. Outra proposta é a participação de entidades sindicais no processo de investigação do CENIPA, com o intuito de colaboração com as autoridades.
“A melhor forma de homenagear as vítimas é transformar o aprendizado em ações concretas para fortalecer a segurança da aviação brasileira. Acidente aéreo não acontece por uma única causa. Acontece pela soma de falhas. A melhor homenagem às vítimas é transformar dor em ação concreta”, destaca o presidente da entidade.
A FENTAC também se colocou à disposição das autoridades, do CENIPA, da ANAC e da sociedade para contribuir na construção de uma aviação mais segura para trabalhadores e passageiros.
“Segurança de voo se faz com trabalhador protegido e regulamentação à altura do risco”, finaliza Castilho.
Redação Revista Embarque
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