Aena apresenta planos para ampliar conectividade e desenvolver novos negócios no Galeão

Aeroporto torna-se 18° da rede, ampliando oportunidades de desenvolvimento de novas rotas nacionais e internacionais.

Por: Redação da Revista Embarque - 13 de outubro de 2026

“O Galeão é um aeroporto estratégico para o Rio de Janeiro e para o Brasil, com grande capacidade de expandir a conectividade doméstica e internacional do estado e do país", afirma Santiago Yus, Diretor-Presidente da Aena Brasil

A Aena apresentou nesta terça-feira (13) seus objetivos para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão – Antônio Carlos Jobim, que incluem o fortalecimento da conectividade aérea, a melhoria da eficiência operacional e da experiência dos passageiros, assim como a expansão das atividades comerciais e logísticas. Durante coletiva de imprensa realizada no aeroporto, a concessionária também destacou o potencial de desenvolvimento do complexo aeroportuário, que já conta com projetos privados previstos nos setores de hotelaria, tecnologia, manutenção aeronáutica e logística, com investimentos estimados em aproximadamente R$ 1 bilhão e geração de 3.860 empregos nos próximos três anos.

A apresentação marca o início de uma nova etapa para o Galeão, cuja gestão foi assumida pela Aena em 6 de outubro. Maior operadora aeroportuária do Brasil e do mundo em número de passageiros, a companhia passa a administrar 18 aeroportos em dez estados brasileiros, com movimentação superior a 63 milhões de passageiros por ano. A integração do Galeão a essa rede amplia as oportunidades de desenvolvimento de novas rotas, fortalecimento das conexões internacionais e ampliação dos negócios associados à atividade aeroportuária.

“O Galeão é um aeroporto estratégico para o Rio de Janeiro e para o Brasil, com grande capacidade de expandir a conectividade doméstica e internacional do estado e do país, contribuindo para o turismo e o desenvolvimento econômico local e nacional. Assumimos essa concessão com responsabilidade, visão de longo prazo e compromisso de trabalhar em parceria com os diferentes atores dos setores público e privado para projetar ainda mais o aeroporto e o Rio de Janeiro no cenário brasileiro e no mundo”, afirma Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil.

Conectividade e novas oportunidades

O fortalecimento da malha aérea é uma das prioridades da Aena para o Galeão. A companhia trabalhará em parceria com as empresas aéreas, autoridades e demais agentes do setor para estimular novas rotas domésticas e internacionais, ampliar frequências e aproveitar o potencial do aeroporto como um dos principais pontos de conexão do Brasil com o exterior.

O cenário do próximo verão já aponta perspectivas de crescimento. Estão previstos incrementos de frequência em 30 destinos, sendo 18 domésticos e 12 internacionais, além de novas rotas e retomadas sazonais nos próximos meses. Entre os destaques internacionais, estão operações para Nova York, Toronto, Montreal e Dallas, além de reforços de frequências em destinos como Paris, Miami, Frankfurt, Lisboa e Santiago. No mercado doméstico, estão previstos aumentos de oferta para cidades como João Pessoa, Manaus, São Luís, Porto Alegre, Fortaleza e Recife.

O Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros em 2025. Para 2026, a previsão é fechar o ano com 19,4 milhões, diante de uma capacidade para receber 37 milhões por ano. A infraestrutura existente oferece condições para a ampliação gradual das operações, acompanhando o desenvolvimento da demanda e da conectividade aérea.

A movimentação de cargas também terá papel importante nessa nova etapa. Terceiro maior hub de cargas do país, o Galeão movimentou 66 mil toneladas de cargas internacionais e 28 mil toneladas de cargas domésticas em 2025. A Aena fortalecerá essa atividade por meio do relacionamento com operadores logísticos, empresas e parceiros comerciais, considerando também as oportunidades associadas ao crescimento do comércio eletrônico.

A integração à rede global da Aena, formada por 81 aeroportos em cinco países, permitirá ao Galeão contar com a experiência operacional e a capacidade de articulação da companhia em diferentes mercados. No Brasil, a presença em aeroportos de perfis complementares, especialmente Congonhas, abre possibilidades de maior coordenação e desenvolvimento da conectividade doméstica e internacional.

Além da ampliação da malha aérea, a Aena dará prioridade à eficiência operacional e à experiência dos passageiros. Neste sentido, a concessionária fará uma avaliação detalhada das oportunidades de melhoria e estabelecerá um plano de ação a ser anunciado nos próximos meses.

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Redação Revista Embarque

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