Segurança no ar: Israel fecha cerco e barra tripulantes de dezenas de países em voos para Tel Aviv

Medida afeta pilotos e comissários de diferentes países e já provocou o retorno de uma aeronave antes de chegar a Israel.

Por: Redação da Revista Embarque com informações do portal India Today - 14 de outubro de 2026

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Passageiros que utilizam rotas internacionais com destino a Israel começam a sentir os reflexos de um aperto severo nos protocolos de segurança da aviação civil. Companhias aéreas de peso global, como Air France e United Airlines, passaram a vetar pilotos e comissários com nacionalidade ou dupla cidadania de cerca de 30 nações que não possuem laços diplomáticos com Tel Aviv — incluindo o Paquistão.

A medida entrou em vigor após um incidente ocorrido em 30 de setembro em um voo da FlyDubai com destino a Tel Aviv, quando um copiloto de Omã tentou realizar um ataque. Embora regras desse tipo já constassem nas normas de fronteira do país, a fiscalização por parte das autoridades israelenses e do serviço de inteligência Shin Bet era branda, deixando o controle a cargo das próprias empresas.
Agora, o rigor atingiu o nível operacional em pleno ar. Na última semana, um avião da Ethiopian Airlines que decolou de Adis Abeba com destino a Israel recebeu ordem expressa para dar meia-volta ainda no espaço aéreo etíope, após a detecção de um piloto indonésio a bordo. O profissional teve de ser substituído em solo antes que o voo pudesse prosseguir.

A Air France confirmou em declaração à emissora Al Jazeera que está cumprindo as determinações locais: “Como todas as companhias aéreas, a Air France é obrigada a cumprir as normas de entrada estabelecidas pelas autoridades dos países em que opera, tanto para seus clientes quanto para seus funcionários”. A aérea francesa orientou os trabalhadores a declararem eventuais segundas nacionalidades sob pena de sanções disciplinares, o que gerou críticas do sindicato de tripulantes de cabine de comando (Alter) por possível discriminação.

A americana United Airlines e a checa Smartwings também ajustaram seus planejamentos. Um memorando interno da United detalha 29 nacionalidades restritas — entre elas Paquistão, Irã, Líbano, Arábia Saudita, Indonésia e Venezuela. A tendência é que a malha internacional reestruture escalas em escala global para evitar cancelamentos e desvios de rota.

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Redação Revista Embarque

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