Aena arremata concessão do Galeão por R$ 2,9 bilhões em leilão de “Venda Assistida” na B3
O evento marca a reestruturação do contrato de concessão do terminal fluminense
Por: Redação Revista Embarque com informações o Ministério de Portos e Aeroportos - 30 de março de 2026

Aena arremata aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por R$ 2.9 bilhões, valor que corresponde a um ágio de 210% - Foto: Vosmar Rosa/MPor

Aena arremata aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por R$ 2.9 bilhões, valor que corresponde a um ágio de 210% – Foto: Vosmar Rosa/MPor
SÃO PAULO – A operadora espanhola Aena venceu, nesta segunda-feira (30), o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional de do Rio de Janeiro – Tom Jobim (Galeão). Realizado na bolsa de valores (B3), o certame encerrou com uma oferta de R$ 2,9 bilhões, valor que representa um ágio — quantia paga acima do valor mínimo estipulado — superior a 210%.
O evento marca a reestruturação do contrato de concessão do terminal fluminense, após um período de incertezas financeiras e queda na movimentação de passageiros. A disputa, que durou cerca de uma hora e contou com 30 lances de viva-voz, envolveu três grandes grupos do setor: a atual concessionária RIOgaleão (Vinci Compass e Changi), a suíça Zurich Airport e a vencedora Aena.
Novo Modelo de Negócio e Investimentos
O novo contrato estabelece que a Aena assuma todos os ativos (bens) e passivos (dívidas e obrigações) do Galeão. Além do valor de outorga, a concessionária deverá realizar uma contribuição variável de 20% do faturamento bruto anual até 2039.
Uma mudança estrutural importante é a saída definitiva da Infraero, que detinha 49% das ações. Agora, o aeroporto passa a ser 100% gerido pela iniciativa privada. Segundo a Anac, o edital também removeu obrigações obsoletas, como a construção de uma terceira pista, focando na otimização da infraestrutura existente.
Recuperação do Setor e Equilíbrio Regional
O certame ocorre em um momento de alta na aviação civil fluminense. De acordo com dados do MPor, o fluxo conjunto dos aeroportos Santos Dumont e Galeão saltou de 18,9 milhões de passageiros em 2023 para 23,5 milhões em 2025.
Esse crescimento é atribuído à política de gerenciamento de demanda, que limitou o número de voos no Santos Dumont para fortalecer o Galeão como o principal hub (centro de conexões) internacional do estado.
“Este leilão é uma demonstração clara de que as diferenças constroem as convergências. Temos bons projetos e segurança jurídica no Brasil”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Para Tiago Faierstein, diretor-presidente da Anac, o sucesso da operação é fruto de uma solução consensual inédita. “O que aconteceu hoje foi a concretização de uma iniciativa construída em uma câmara de consenso no TCU. É o primeiro teste de mercado para este tipo de contrato no Brasil”, concluiu.
O que muda para o passageiro?
Com a entrada da Aena, espera-se a continuidade dos investimentos em tecnologia e serviços. A “venda assistida” permite que a transição entre a atual operadora e a nova ocorra sem interrupções nos serviços aeroportuários, garantindo a manutenção das operações domésticas e internacionais.
Edição: Redação Revista Embarque
Com informações do Ministério dos Aeroportos
Foto: Aena arremata aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por R$ 2.9 bilhões, valor que corresponde a um ágio de 210% – Foto: Vosmar Rosa/MPor
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