Demanda doméstica de voo no Brasil registra queda de 85%

O fechamento de algumas fronteiras também foi fator determinante nos dados do setor, segundo ANAC

Por: Redação Revista Embarque - 24 de julho de 2020

Em razão da pandemia do coronavírus e os impactos causados no transporte aéreo, os dados de mercado do setor têm registrado queda desde março de 2020, quando foi decretada a pandemia mundial. É o que informa a ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil).

No último trimestre (abril, maio e junho), esses indicadores sofreram reduções mais bruscas, justificadas pela diminuição de voos entre os estados brasileiros, que no início da pandemia chegou a ser 91,6% menor do que os voos planejados pelas empresas aéreas para o período.

Segundo a ANAC, em junho, por exemplo, a demanda por voos no mercado doméstico, medida em passageiros quilômetros pagos (RPK), teve queda de 85% na comparação com junho de 2019. Contudo, mesmo sendo um indicador decrescente, o percentual de junho apresenta melhora, considerando que em maio e abril a redução na demanda doméstica foi de 91% e 93,1%, respectivamente.

A oferta de voos no mercado doméstico (calculada em assentos quilômetros ofertados – ASK) seguiu a mesma linha da demanda por voos, apresentando retração do percentual do indicador no segundo do trimestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, sendo da ordem de 83,6% em junho, 89,6% em maio e 91,4% em abril. Os dados de oferta de assentos também vêm caindo desde março.

Em abril, ocupação das aeronaves, por sua vez, passou de 81,9% em 2019 para 65,4% de aproveitamento. Entretanto, este indicador subiu, em maio, para 70,7% e seguiu o crescimento em junho, apresentando 74,6% de ocupação nas aeronaves em voos domésticos . Este indicador está diretamente relacionado a quantidade de passageiros transportados.

Mercado Internacional

Além da diminuição da oferta de voos, mencionada como impacto nos dados domésticos, o fechamento de algumas fronteiras também foi fator determinante nos dados do setor, sendo este especificamente no escopo do mercado internacional. Em junho, a demanda internacional caiu 95,4% e a oferta 89,3%, comparando-se com junho de 2019. Maio e abril também apresentaram dados de queda brusca, acima de 90% em relação ao ano passado.

Previsão de retomada

O presidente da ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Eduardo Sanovicz, afirmou que a aviação comercial brasileira deve fechar o ano de 2020 com 65% e 70% da malha aérea doméstica que era operada antes da pandemia da Covid-19.

“Nós, no pior momento da crise, mantivemos a aviação brasileira no ar, diferente do que aconteceu em diversos países, onde a aviação doméstica parou por completo. É fundamental manter o país conectado principalmente pela questão da carga, já que a queda no número de passageiros domésticos em abril foi de 93% e da aviação internacional foi 100%.”

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