Vacina contra Alzheimer pode se tornar realidade

Testes feitos em ratos diminuíram os sintomas da doença em 80%

Por: Revista Embarque - 11 de maio de 2016

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No Brasil, cerca de 6%, dos 15 milhões de idosos, sofrem com o mal de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Mas essa situação está perto de mudar.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Laval e da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), em Quebec, no Canadá, descobriu uma maneira de estimular os mecanismos de defesas naturais do cérebro em pessoas com doença de Alzheimer.

A equipe liderada pelo Doutor Serge Rivest identificou uma molécula, conhecida como MPL (monofosforil-lípido), que estimula a atividade de células do sistema imunológico do cérebro.

Os pesquisadores deram injeções semanais de MPL a ratos com sintomas de Alzheimer durante um período de doze semanas. Eles descobriram que as doses eliminaram até 80% das placas senis, que se caracterizam como os primeiros sinais da doença.

Além disso, os testes de medição da capacidade de aprender novas tarefas mostraram melhora significativa na função cognitiva dos camundongos durante o mesmo período.

Os pesquisadores veem dois usos potenciais para a MPL. Ela pode ser administrada por injeção intramuscular em pessoas com doença de Alzheimer para retardar a progressão da doença, estimulando seu sistema imunológico natural.

Mas também pode ser incorporada como uma medida preventiva, na forma de vacina, destinada a estimular a produção de anticorpos contra o beta-amiloide, molécula observada nos cérebros de pacientes que possuem a  doença.

“Quando nossa equipe começou a estudar o Alzheimer, há uma década, nosso objetivo era desenvolver um melhor tratamento para os pacientes. Com a descoberta, eu acho que estamos perto do nosso objetivo”, comemora o professor Rivest.

Redação Embarque

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