31 de maio: Profissão do Comissário de Voo comemora 94 anos

A profissão surgiu na década de 1930, nos Estados Unidos. No Brasil, estima-se que são cerca de 15 mil profissionais.

Por: Viviane Barbosa, editora da Redação da Revista Embarque - 30 de maio de 2024

Ellen Church: a primeira comissária em 1930 - Foto: Reprodução

Registros  históricos  revelam que a profissão de comissário de voo, antigamente conhecida como “aeromoça” e comissário de bordo, surgiu na década de 30, nos Estados Unidos.  Naquela época, os  passageiros eram atendidos pelos pilotos, que davam “chicletes” para equilibrar a pressão interna dos ouvidos, chumaços de algodão para proteger o ouvido do ruído dos motores das aeronaves e sacos  plásticos para amenizar a indisposição. Mas o acúmulo de funções não deu certo.

Em  1930, um  executivo  da Boeing Air Transport (antecessora da United Airlines), Steve Simpson, de São Francisco, auxiliado pela enfermeira, Ellen Church, apaixonada pela aviação, propôs um novo tipo de atendimento: a contratação de enfermeiras  para ajudar os passageiros que passavam mal. Os aviões daquela época não eram pressurizados, voavam baixo, em ar turbulento, e eram muito barulhentos, fatos que deixavam os passageiros nervosos.

O primeiro voo das comissárias, com Ellen Church, ocorreu em maio de 1930, entre Oakland, Califórnia, a Chicago, Illinois, e durou 20 horas, com 13 escalas. A comissária faleceu, aos 61 anos, depois de cair de um cavalo. Em sua homenagem, o aeroporto municipal de Cresco, Iowa, sua terra natal, foi batizado com o seu nome.

A data do 31 de maio surgiu em 1973 quando ocorreu a criação da Associação Internacional dos Comissários de Voo (IFAA, em inglês, International Flight Attendants Association). A oficialização do Dia Mundial da Comissária e Comissário de Voo aconteceu somente em 1986.

Foto: Comissária de Voo explica procedimento de segurança antes da decolagem – Freepick

No Brasil, as companhias aéreas iniciaram as contratações de comissários de voo/tripulantes, que não precisavam ser enfermeiras, depois da Segunda Guerra Mundial (1945). As empresas pioneiras foram a Varig, a Real e o Lóide Aéreo, que hoje não existem mais.  A Varig só contratava homens, mas a Real e o Lóide empregavam muitas mulheres na função.

A Varig começou a contratar mulheres quando estava para iniciar os voos internacionais para Nova York, em 1954.

A  profissão do comissário de voo foi regulamentada pela Lei 7.183 de 5 de abril de 1984, e também é conhecida como aeronauta. Segundo a lei, é o profissional habilitado pelo ministério da aeronáutica que exerce atividade a bordo de aeronave civil nacional, mediante contrato de trabalho. Também consta da lei a designação de tripulante que é o aeronauta no exercício de função específica a bordo de aeronave.

O comissário é o auxiliar do Comandante, encarregado do cumprimento das normas relativas à segurança e atendimento dos passageiros a bordo, da guarda de bagagens, documentos, valores e malas postais que lhes tenham sido confiados pelo comandante, BRASIL (1984).

Foto: Comissária de Voo explica procedimento de segurança antes da decolagem – Freepick

Hoje, a função se popularizou e perdeu o símbolo sensual e é considerada uma das profissões que mais crescem  no País em razão da ascensão da aviação brasileira. Em 2023,  mais de  91 milhões de passageiros viajaram de avião no Brasil, sendo desse total  21,2 milhões só em voos internacionais.

Gibi valoriza profissões da aviação

A imagem acima faz parte do Gibi “Saiba quem faz a sua viagem acontecer” idealizado pela FENTAC (Federação dos Trabalhadores em Aviação Civil) e divulgado em 2016.

A publicação mostra as profissões da aviação (aeroviários e aeronautas) que atuam nos aeroportos brasileiros. “Embora desempenhem funções estratégicas dentro do aeroporto e na aeronave, que lhe asseguram comodidade e segurança, estes profissionais não são reconhecidos pelas companhias aéreas como deveriam. Os salários pagos ainda são insuficientes pelo grau de responsabilidade que assumem e os direitos sociais precisam melhorar cada vez mais”, destaca a publicação.

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Redação Revista Embarque

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