Aviação elétrica entra em fase operacional e amplia presença no Brasil
O movimento tem reflexos no Brasil por meio da parceria com a Líder Aviação.
Por: Redação da Revista Embarque com informações da BETA Technologies - 23 de fevereiro de 2026

Crédito das fotos: Divulgação/BETA Technologies
São Paulo, 23 de fevereiro de 2026 – A aviação elétrica avançou em 2025 do estágio experimental para a operação prática. O balanço anual divulgado pela BETA Technologies aponta expansão operacional, início de produção em série e consolidação financeira. O movimento tem reflexos no Brasil por meio da parceria com a Líder Aviação.
Operações em 380 aeroportos
Ao longo de 2025, a BETA realizou voos em mais de 380 aeroportos, em 10 países e três continentes. As operações ocorreram em diferentes condições climáticas, incluindo neve e calor intenso. A empresa também colocou sua linha de produção em funcionamento, etapa necessária para validar processos industriais, manutenção e confiabilidade técnica.
Entrega internacional e testes na Europa
A companhia efetuou sua primeira entrega internacional de aeronave elétrica a um operador na Noruega. Na Europa, iniciou avaliações em centros voltados a tecnologias de baixa emissão de carbono, ampliando o diálogo com autoridades e instituições do setor.
Presença no Paris Air Show e voo com passageiros
Em junho, uma aeronave da BETA abriu o Paris Air Show, tornando-se a primeira elétrica a participar da abertura do evento. No mesmo ano, a empresa realizou um voo elétrico com passageiros nos Estados Unidos, etapa considerada relevante para a validação operacional do modelo.
IPO e resultados financeiros
A companhia passou a negociar ações na New York Stock Exchange, onde captou US$ 1,1 bilhão em oferta pública inicial. O valuation estimado alcançou US$ 7,44 bilhões.
A receita anual somou US$ 8,9 milhões, valor superior ao registrado no exercício anterior.
Parceria no Brasil
No Brasil, a cooperação com a Líder Aviação inclui avaliação de infraestrutura, integração tecnológica e preparação para futuras operações com aeronaves elétricas.
A parceria insere o mercado brasileiro nas discussões sobre certificação, eficiência energética e novos modelos operacionais. O desempenho de 2025 indica que a aviação elétrica passa a concentrar esforços em escala produtiva, validação regulatória e inserção comercial.
Redação Revista Embarque
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