Brasil projeta expansão da malha aérea internacional com 80 novas operações até setembro
Estratégia visa consolidar o fluxo turístico e ampliar a presença do país nas rotas intercontinentais
Por: Redação da Revista Embarque - 18 de fevereiro de 2026

Foto: Freepik
O mercado aéreo internacional brasileiro inicia 2026 com uma perspectiva de crescimento robusto. Até o mês de setembro, estão confirmados 64 novos voos e 16 frequências adicionais, todos devidamente autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Esta expansão estratégica visa sustentar o fluxo de visitantes após o Brasil atingir a marca histórica de 9,3 milhões de turistas estrangeiros em 2025.
A ampliação da conectividade aérea para 2026 é fruto de articulações diretas entre o Ministério do Turismo e as companhias aéreas para consolidar os recordes de recepção de visitantes internacionais do ano anterior. O reforço na malha aérea nacional inclui a criação de novas rotas e o aumento de voos já existentes, conectando diversas cidades brasileiras a destinos nos cinco continentes, intensificando a geração de emprego e renda no setor.
Dentre os principais destaques das novas rotas, o trajeto entre Doha, no Catar, e São Paulo ganhará três frequências semanais adicionais a partir de fevereiro. Para o mês de julho, estão previstos cinco novos voos entre Punta Cana, na República Dominicana, e São Paulo, além de sete frequências semanais inéditas ligando a capital paulista a Bariloche, na Argentina. A malha também contempla novas conexões da Europa para Fortaleza e Curitiba, além de voos da América do Norte destinados ao Rio de Janeiro.
O setor aéreo brasileiro atravessa um momento de consolidação. Em 2025, o mercado internacional registrou um crescimento de 13,4%, totalizando 28,4 milhões de passageiros transportados. Segundo Juliano Noman, presidente da Abear, o aumento na oferta de assentos reflete a confiança das companhias aéreas na demanda nacional e reforça o compromisso de facilitar o acesso de estrangeiros ao território brasileiro.
No panorama da conectividade por países, a Argentina lidera como o principal emissor de voos para o Brasil, representando 24,5% do total, seguida pelos Estados Unidos com 14,6% e pelo Chile com 11,7%. Regionalmente, a América Latina concentra 60,1% das operações, enquanto a Europa responde por 21,3%. São Paulo segue como o principal ponto de entrada internacional, detendo 51,3% dos voos, seguida pelo Rio de Janeiro com 22,5% e Florianópolis com 6,4%.
Com informações de Gov.br
Redação Revista Embarque
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