Fernando de Noronha: pousadas pedem retomada do turismo na ilha

De acordo com os donos de pousadas, mais de dois mil empregos, cerca de 80%, foram perdidos

3 de setembro de 2020

Fechada para atividades turísticas desde o dia 21 de março, a Ilha de Fernando de Noronha deixou de ser um dos roteiros mais procurados do Brasil. Quem mais sofre com isso é a população do local, que fica sem a sua principal fonte de renda. O donos das pousadas e outros equipamentos turísticos da ilha já não sabem mais o que fazer e cobram uma resposta do Governo de Pernambuco, que ainda não definiu um data para a retomada das atividades em um dos lugares mais bonitos do mundo. Segundo os proprietários, Fernando de Noronha é o único local do Brasil onde o governo não prevê reabertura, a partir de algum formato de protocolo. (Foto:  Eduardo Domingos por Pixabay)

De acordo com os donos de pousadas, mais de dois mil empregos, cerca de 80%, foram perdidos em Fernando de Noronha desde o encerramento das atividades e muitas das pousadas não vão mais conseguir reabrir as portas. Para eles, o problema é que o Governo do Estado ainda não deu sinal positivo para o protocolo, que prevê a reabertura da ilha para setembro.

Nino Alexandre Lehnermann, presidente da Associação dos Locadores de Veículos de Vernando de Noronha, cobra uma definição para a volta gradual das atividades. “A situação é preocupante, estamos a cinco meses fechados, aumentando o endividamento. E o pior é que não temos uma data definida para a reabertura, precisamos nos programar para isso e os turistas também precisam de tempo para fazer suas reservas”. O empresário reclama ainda do protocolo de segurança previsto para ser cumprido na ilha. “O protocolo aumenta o custo do turismo na ilha para todo mundo”, completa.

“O cenário é deprimente. Em virtude de 99% da economia da ilha girar em torno do turismo, já existem empresários, condutores, e pescadores em dificuldades profundas. Fala-se de reabertura agora em setembro, mas o que deixa todos apreensivos é exatamente isso. Falta de uma data certa para as vendas e adaptações necessárias à nova realidade”, pontua o conselheiro (cargo equivalente ao de vereador) da Ilha, Aílton Júnior. Ele pede que o Governo Estadual tenha sensibilidade e crie critérios para a volta das atividades turísticas, com uma reabertura segura. “Mas precisa abrir. Já são mais de cinco meses sem renda”, conclui.

“Nenhuma apoio foi dado para ajudar o turismo da ilha a superar esta crise. O Governo do Estado não fez um planejamento para Fernando de Noronha. Se tivéssemos uma data definida para a reabertura das atividades, poderíamos vender pacotes para os próximos meses. Sem essa definição, ficamos sem alternativa. A população de Noronha está se unindo para que o governo defina esta data”, diz Fabiana De Sants, pousadeira mais antiga da ilha.

Ela também reclama do protocolo de segurança da Secretaria de Saúde do Estado para ilha, que considera absurdo, exigindo que qualquer cidadão vindo de fora, inclusive Ilhéus, fique dois dias de quarentena, para só assim fazerem os testes, que são enviados pro continente. Ou seja, os resultados só chegam com no mínimo mais dois dias, pois não tem testes na ilha.

Diante da situação da ilha, diversas entidades de Fernando de Noronha estão se mobilizando para realizar um protesto, cobrando do Governo de Pernambuco a definição de uma data para a retomada das atividades turísticas na ilha

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Redação Revista Embarque

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