GRU Airport investe R$ 120 milhões em hotéis

16 de dezembro de 2013

O primeiro hotel será inaugurado a tempo para a Copa.

O GRU Airport, Aeroporto Internacional de São Paulo, será o primeiro terminal de passageiros da América do Sul a ter hotéis dentro do sítio aeroportuário, um com 50 quartos e outro com 350. Com investimento estimado em R$ 120 milhões, os dois empreendimentos terão a bandeira Wyndham Grand Collection e marcam a estreia da bandeira da norte-americana Wyndham Worldwide no Brasil.

Os projetos fazem parte do contrato firmado no início de dezembro entre a Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. e a VCI – joint-venture formada pelas empresas FISA e Valor Finanças Corporativas, empresa do grupo Valor Investimentos.

O primeiro hotel, de 50 quartos, será inaugurado a tempo para a Copa do Mundo de 2014, enquanto o segundo, com 350 cômodos, tem entrega prevista para 2016, antecedendo aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A construção dos hotéis ficará a cargo da Skipton, incorporadora de Curitiba que financiará 60% do investimento. O restante do valor será investido pela FISA, que elaborou o planejamento estratégico, e pela Valor Finanças Corporativas, responsável pela estruturação financeira e captação de investidores.

“Recebemos um total de cinco propostas, incluindo as maiores redes de hotéis e investidores do mundo, o que comprova o potencial do aeroporto na área de desenvolvimento imobiliário. Entre os projetos apresentados, acreditamos que o da VCI, contemplando os dois Wyndham Grand Collection, é aquele que melhor se encaixa nos planos da Concessionária”, explica o diretor Comercial do GRU Airport, Fernando Sellos.

“Hotel alfandegado”
Um dos grandes diferenciais do projeto é a criação de um hotel localizado dentro do futuro Terminal 3, que tem inauguração marcada para maio de 2014. Com formato pouco explorado no mundo, será o que é chamado de “hotel alfandegado”, ou “hotel airside”, que existe, por exemplo, no Aeroporto Internacional de Narita, em Tóquio. Por estar localizado na área alfandegada do aeroporto, será acessível aos passageiros em conexão, evitando que passem pelos procedimentos de imigração antes de embarcarem novamente para outro destino internacional.
“Este foi um dos diferenciais que fizeram o GRU Airport apostar em nossa proposta. Um visitante dos EUA que passa pelo aeroporto apenas para fazer uma escala até a Argentina, por exemplo, não precisará se preocupar com vistos e a burocracia da imigração caso precise passar mais algumas horas em Guarulhos”, exemplifica Samuel Sicchierolli, CEO da VCI e presidente da FISA. No total, serão 50 quartos no hotel classificado como midscale e a previsão de entrega é julho de 2014.

Hotel upscale
Já o segundo Wyndham Grand Collection será um hotel upscale (alto padrão), localizado em frente ao Terminal 3. Ocupando um terreno de 10.500 m², o edifício ficará também ao lado do novo edifício-garagem, com acesso para as novas edificações via passarelas elevadas.
Além dos 350 quartos, o hotel landside terá um restaurante para 300 pessoas (acessível não só aos hóspedes, mas também para participantes de eventos e para o fluxo de passageiros do aeroporto), lobby bar (também com acesso aos passageiros de GRU e com a possibilidade de receber shows de música ao vivo) e uma área de eventos com um total de 3 mil m².
Quase a metade do espaço para eventos será ocupada pela Ballroom, que terá 1.200 m², 8 metros de pé direito e capacidade para 1,5 mil pessoas, podendo ser dividida em Ballrooms menores caso seja necessário, recebendo assim múltiplos eventos ao mesmo tempo. Haverá ainda um Junior Ballroom, com 400 m² e capacidade para 500 pessoas, além de 15 a 20 salas executivas. O Foyer do hotel terá 600 m² e também poderá receber coffee breaks. O projeto foi desenvolvido por um escritório de arquitetura internacional.
Com diárias variando entre R$ 600 e R$ 1 mil, o hotel vai dispor de serviços como estacionamento com valet, Fitness & Health Center, Business Center, jacuzzi, equipamentos de ginástica e salão de beleza. O serviço de quarto será compartilhado entre os dois hotéis, diminuindo custos e facilitando a operação.

Movimentação de passageiros
Em 2012, o GRU Airport registrou movimento de 32,7 milhões de passageiros, sendo que 11,5 milhões são de voos internacionais. Hoje, 49 companhias áreas operam no aeroporto, considerado um importante hub internacional com mais de 50 destinos no exterior. “Elaboramos um hotel para atender a uma antiga demanda de viajantes brasileiros e estrangeiros, que muitas vezes precisam aguardar a conexão internacional”, explica Sicchierolli.
De acordo com pesquisa FIPE realizada em março de 2012, 65% dos passageiros de GRU viajam a lazer. “Para esses, a hospedagem para aguardar a conexão já faz parte da experiência da viagem”, comenta o CEO da VCI. Outros 35% viajam a negócios. Além disso, 32% dos passageiros acabam passando de 3 a 6 horas no aeroporto, aguardando a conexão, enquanto outros 6% ficam mais de 6 horas até o próximo voo. Além disso, os hotéis atenderão à demanda de visitantes que se dirigem até a Região Metropolitana de São Paulo para participar de eventos como o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, a São Paulo Fashion Week e a Bienal Internacional de Arte, além da já citada Copa do Mundo de 2014.

Sobre a Concessionária
No dia 6 de fevereiro de 2012, o consórcio formado pelas empresas Invepar (Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A.) e ACSA (Airports Company South Africa) foi anunciado o vencedor do leilão de concessão do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do país, com movimento de cerca de 32,7 milhões de passageiros em 2012. Com a assinatura do contrato foi formada a Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A., com 51% das ações pertencentes à Aeroporto de Guarulhos Participações S.A. – GRUPar (cujos acionistas são a Invepar e a ACSA) e 49%, à Infraero. Dos 51% da iniciativa privada, a Invepar tem participação de 90% e a ACSA, de 10%.

Sobre a VCI
Criada há um ano, a Venture Capital Investments Group – VCI é uma joint-venture da Future Investments – FISA (no mercado há 12 anos) e a Valor Finanças Corporativas, empresa do grupo Valor Investimentos (existente há 10 anos). A primeira empresa é responsável por todo o planejamento estratégico e consultoria, enquanto a segunda é encarregada da estruturação financeira e pela atração de investidores para o negócio.
No Brasil, a FISA tem como clientes a espanhola Hotusa Group, dona das marcas Domus Selecta, Hotusa Hotels, entre outras; e a norte-americana Wyndham Worldwide, das marcas Wyndham Grand Collection, Days Inn, Super 8, Hawthorn Suites e Wyndham Hotels & Resorts, entre outras.

Redação Embarque com informações e imagens da Imprensa GRU Airport

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