Voo da Gol para Noronha é desviado para o Recife após alerta de segurança e suspeita de explosivo

A medida preventiva ocorreu após um alerta sobre a suposta presença de um artefato explosivo a bordo.

Por: Edição: Redação Revista Embarque - 6 de março de 2026

Foto: Aeroporto do Recife (Foto: Aena/Divulgação)

RECIFE — Uma aeronave da Gol Linhas Aéreas que realizava a rota entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, e o Aeroporto de Fernando de Noronha (FEN) realizou um pouso não programado — termo técnico utilizado quando uma aeronave aterrissa em um aeroporto diferente do destino originalmente previsto por motivos operacionais ou de segurança — no Aeroporto Internacional do Recife, na tarde desta sexta-feira (6).

A medida foi adotada após um alerta sobre a suposta presença de um artefato explosivo a bordo. As informações sobre o caso foram coletadas em reportagem publicada pelo Diário de Pernambuco.

Dinâmica dos fatos e protocolos de segurança

Segundo informações da Polícia Federal divulgadas ao Diário de Pernambuco, a corporação foi acionada pela companhia aérea logo após a comunicação da ameaça. Após o pouso na capital pernambucana, a aeronave foi direcionada para uma área isolada do aeroporto, conforme os protocolos internacionais de segurança aeroportuária.

Ainda de acordo com informações apuradas pelo Diário de Pernambuco, a Aena Brasil — concessionária responsável pela administração do Aeroporto Internacional do Recife — informou que equipes de emergência acompanharam todo o procedimento em solo.

Segundo a administradora do terminal, conforme relato publicado pelo Diário de Pernambuco, o desembarque dos ocupantes ocorreu de forma segura e sem intercorrências críticas durante a aterrissagem.

Inspeção da aeronave e investigação

Após o desembarque, equipes da Polícia Federal realizaram uma varredura completa nos passageiros, nas bagagens e na estrutura da aeronave. Em nota oficial citada pelo Diário de Pernambuco, a PF informou que não foram encontrados indícios de risco efetivo ou artefatos explosivos até o momento do fechamento da ocorrência.

De acordo com a reportagem do Diário de Pernambuco, as autoridades passaram a concentrar os esforços na identificação da possível autoria da falsa ameaça.

Passageiro detido

Durante a operação em solo, um passageiro foi detido por agentes federais. Segundo relatos reunidos pelo Diário de Pernambuco, o homem apresentava comportamento considerado atípico durante o voo, movimentando-se repetidamente pela cabine, o que teria gerado desconforto entre tripulantes e passageiros.

Ainda conforme informações publicadas pelo Diário de Pernambuco, o passageiro foi conduzido algemado para prestar esclarecimentos às autoridades. A eventual relação entre seu comportamento e o alerta de bomba permanece sob investigação.

Posicionamento da companhia aérea

Em nota enviada ao Diário de Pernambuco, a Gol Linhas Aéreas informou que a decisão de alternar o voo — procedimento operacional que consiste em direcionar a aeronave para um aeroporto alternativo — foi adotada de forma preventiva, seguindo os protocolos de segurança da aviação.

“A Companhia garantiu todo o suporte necessário aos clientes após a liberação da aeronave pelas autoridades em solo. Todos os clientes foram atendidos de acordo com a Resolução nº 400 da ANAC”, informou a empresa, em referência à norma que estabelece os direitos de assistência material aos passageiros em situações de atraso, cancelamento ou interrupção de voo.

Foto: Aeroporto do Recife (Foto: Aena/Divulgação)

Foto: Aeroporto do Recife (Foto: Aena/Divulgação)
Fonte: Com informações do Diário de Pernambuco

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Redação Revista Embarque

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