Tráfego ilegal de balões rebaixam espaço aéreo brasileiro

Nova classificação da Ifalpa diz que os céus do Brasil são semelhantes a “zonas de guerra”

Por: Redação Embarque - 6 de maio de 2016

Divulgação

Devido ao grande perigo baloeiro, constatado no espaço aéreo paulista, a Ifalpa (International Federation of Air Line Pilot’s Association) comunicou a Secretaria de Aviação Civil (SAC) no final de abril, que rebaixou os céus brasileiros para a categoria Critically Deficient, Black Star (Criticamente Deficiente, Estrela Preta).

Isso significa que voar pelo Brasil é, na visão da entidade de pilotos, tão perigoso quanto voar sobre zonas de guerra, sem infraestrutura ou sobre regiões sem sistemas de controle de tráfego aéreo.

A consequência da decisão da Ifalpa tem efeitos muito sérios, não apenas em relação à segurança, mas também financeiros para as companhias aéreas, pois as aeronaves comerciais precisam de apólices de seguros para eventuais acidentes.

Seguros e redução de oferta

Além disso, o preço do seguro aumenta de acordo com os riscos de cada voo. Por isso, voar em um espaço aéreo de risco, como se fosse uma zona de guerra, é motivo para o aumento das apólices.

Outro fator preocupante é a redução de oferta de voos das companhias aéreas internacionais, uma vez que essas podem considerar os céus brasileiros realmente inseguros. Nesse caso, quem perde são os passageiros, que terão que lidar com menos opções e passagens mais caras.

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