Embarque divulga conscientização sobre Redução da Mortalidade Materna

Revista destaca importância dos cuidados para Redução da Mortalidade Materna

Por: Redação da Revista Embarque com Associação Mineira de Municípios - 28 de maio de 2022

Duas datas são celebradas neste sábado, 28 de maio: o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e de Redução da Mortalidade Materna. A data internacional foi definida, em 1984, na Holanda, época em que os índices de morte materna eram alarmantes. No Brasil, o Ministério da Saúde definiu o 28 de maio, como o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna devido ao quinto Encontro Internacional da Mulher e da Saúde que aconteceu em São José, capital da Costa Rica nesta data, no ano de 1987.

O objetivo das campanhas é chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre diversos problemas de saúde comuns na vida das mulheres, como: câncer de mama, endometriose, infecção urinária, câncer no colo do útero, fibromialgia, depressão e obesidade.

De acordo o Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, em 2021, foram registrados mais de 92,5 mil óbitos maternos no Brasil, o que indica que houve 107 mortes a cada 100 mil nascimentos. Esse número está acima dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODC) do parametrizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que estima média de 70 óbitos por 100 mil nascimentos. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aponta que, dentre as principais causas de morte de gestantes e puérperas estão a hipertensão, hemorragias e infecção puerperal.

O vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da Febrasgo, Dr. Rodolfo de Carvalho Pacagnella, explica que “para reduzir a mortalidade materna, é necessária uma atuação sistêmica em todo o sistema de saúde. É importante reconhecer o papel central da mulher na nossa sociedade. A morte materna acontece porque não se dá a devida atenção às mulheres na nossa sociedade”.

Óbitos maternos são evitáveis desde que haja qualidade na assistência durante a gravidez, no parto e o puerpério. Dr. Rodolfo assinala que há três fases que comprometem a qualidade dessa assistência.

“É preciso ter um investimento em todo o sistema de saúde, de maneira que se evite três demoras que levam a morte. A demora na fase um, em reconhecer que há um problema de saúde, ou seja, a mulher reconhecer que há um problema no corpo dela. É preciso ter educação para reduzir esse intervalo. A segunda é a demora em chegar a uma unidade de saúde. Para isso, é preciso ter transporte e uma rede de assistência adequada. E a demora de fase três, que diz respeito ao diagnóstico adequado e ao tratamento oportuno que vai ser oferecido à essas mulheres assim que elas chegarem no sistema de saúde.”

Segundo Pacagnella, as altas taxas de mortalidade materna estão relacionadas a problemas sociais. “Quanto maiores as taxas, maiores as desigualdades daquele país ou região. Países de alta renda, com igualdade entre gêneros, têm taxa de mortalidade materna muito baixas”, explica.

Para conscientizar passageiros e profissionais da aviação, a Revista Embarque lançou em suas redes sociais cards e posts “#AVidaDaMulherImporta” sobre a importância da conscientização, confira:



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